9/Fev 2011 (Ens. Médio) Os tecidos vegetais

Queridos alunos,

nossa colega Milene Mayumi encontrou este blog de uma estudante de Ciências Biológicas do RS, que valeu a pena postar aqui no blog! O site original pode ser acessado no link abaixo:

http://mavracafo.blogspot.com/2010/07/tecidos_09.html
Como o material é muito bacana, estou postando o artigo que a autora escreveu sobre os tipos de tecidos vegetais. Confiram!

TECIDOS

Tecidos são grupos de células especializadas para determinado tipos de ações, que os vegetais possuem. Tecidos são grupos de células especializadas para determinado tipos de ações, que os vegetais possuem. Os tecidos são divididos em:
Tecidos meristemáticos que são aqueles que apresentam células indiferenciadas e que formam os meristemas apicais e laterais;
Tecidos adultos: derivam de meristemas tem células diferenciadas. São os tecidos de condução, sustentação, revestimento e os parênquimas. Os tecidos adultos dividem-se em:
Tecidos Meristemáticos: os tipos de células que compõem uma planta tiveram a partir de tecidos meristemáticos, formados por células que têm uma parede primária fina, pequenos vacúolos e grande capacidade de realizar mitose. Os meristemas classificam-se em:
o Primário: é formado por células embrionárias, citoplasma e núcleo volumoso; ao se multiplicarem, promovem o crescimento longitudinal dos vegetais. Está localizado no ápice do caule e dos ramos e numa posição subterminal nas raízes. Está divido em:
– Dermatogênio: origina a epiderme.
– Periblema: origina os tecidos da casca.
– Pleroma: origina os tecidos do cilindro central.
o Secundário: é constituído por células que readquiriram a capacidade de divisão celular. Diferem das células do meristema primário pela presença de grandes vacúolos no citoplasma. Está localizado na casca e no cilindro central das dicotiledôneas e gimnospermas com mais de um ano, após a formação. Na casca encontramos o felogênio, uma subdivisão do meristema secundário que forma, para fora dela, um tecido de revestimento morto, chamado súber ou floema. Para dentro da casca, o felogênio forma um tecido vivo, chamado feloderme. No cilindro central, o cambio forma os tecidos de condução secundários, chamados floema e xilema. O crescimento secundário é uma característica das gimnospermas e dicotiledôneas, sendo raro nas monocotiledôneas.
• Tecidos de Sustentação: São tecidos vivos ou mortos que têm por função sustentar dar resistência aos vegetais. São os tecidos:
o Colênquima: está presente nos caules jovens e herbáceos, nos pecíolos das folhas e nos pedúnculos de flores. Sua principal característica é dar sustentação sem retirar a flexibilidade do órgão. 

o Esclerênquima: ocorre em órgãos vegetais, localizando-se em regiões que atingiram a maturidade completa. As células que o compõem são de dois tipos:
– Esclereídos: apresentam células poliédricas ricas em lignina e ocorrem na casca das sementes, nos caroços dos frutos, no interior dos frutos, nas regiões pedradas da banana-maçã, etc.
– Fibras esclerenquimáticas: são células alongadas ricas em lignina. Ocorrem na região da casca do caule de muitas plantas, como a juta e o cânhamo, e nas folhas do sisal. As fibras esclerenquimáticas dessas plantas podem ser extraídas e utilizadas na indústria têxtil.
Parênquimas: o parênquima é o tecido fundamental dos vegetais. Tem duas funções importantes: a realização da fotossíntese e o armazenamento de reservas. Os parênquimas se subdividem:
o Tecidos de síntese e reserva: É formado por células vivas, com paredes celulares primárias e ainda com capacidade de multiplicação por mitoses. Existem dois tipos de parênquimas de tecidos de síntese e reserva, são eles:
– Parênquima clorofilado: apresenta células ricas em cloroplastos, que realizam a fotossíntese. Encontramos duas variedades desses parênquimas clorofilados:
♦ Parênquima paliçádico: é formado por células alongadas, dispostas à maneira de uma paliçada as células deixam entre si espaços intercelulares pequenos. Conhecidos por meatos.
♦ Parênquima lacunoso:me formado por células arredondada ou irregulares, que deixam entre si espaços intercelulares grandes, chamados lacunas.
– parênquima de reserva: é formado por células aclorofiladas relacionadas com a reserva de amido, água, ar, sacarose, caroteno, licopeno, etc. esse tipo de parênquima é freqüente em raízes, como a mandioca, e em caules subterrâneos, como a batata, que armazenam amido.
o Parênquima Aquífero: acumula água nos seus espaços intercelulares. Caracteriza os cactos e outros vegetais suculentos.
o Parênquima Aerífero: formado por células que deixam, entre si, espaços por onde circula o ar, com função de flutuação e respiração. Um exemplo é a vitória-régia.
• Tecidos de Condução: os tecidos de condução ou avasculares apresentam células alongadas, especializadas no transporte de líquidos. Dividem-se em:
o Xilema ou Lenho: é um tecido vegetal especializado no transporte da seiva bruta (mineral ou orgânica), constituída de água e sais minerais absorvidos do solo. Esse tecido é complexo e formado por vario tipos de células, entre eles os elementos dos vasos (é o movimento de água através da traquéia.).
o Líber ou Floema: é um tecido especializado no transporte de soluções de substâncias orgânicas (a seiva elaborada) das folhas para todas as partes da planta. O floema é constituído por dois tipos de células: elementos de tubos crivados e células companheiras.
– Elementos de tubos crivados: são células vivas, alongadas, que se dispõem de modo a formar cordões contínuos desde as folhas ate as raízes.
– Células companheiras: dispõem-se paralelamente aos tubos crivados e comunicam-se com eles através de plasmodesmos.
• Tecidos de Revestimento: Os tecidos de revestimento servem para proteger o vegetal dos agentes nocivos do meio externo, além de controlar e regular as trocas de nutrientes entre os meios interno e externo. Esses tecidos são divididos em:
o Epiderme: é um tecido constituído por uma única camada de células vivas e firmemente unidas, conferindo à planta, uma grande proteção. As células epidérmicas são transparentes e não possuem cloroplastos, pois não realizam a fotossíntese. A epiderme pode sofrer adaptações em sua estrutura conforme o meio em que a planta se encontra, com a função de realizar plenamente sua função no vegetal. Algumas variações da epiderme:
– Cutícula: Encontrada em cactos, a cutícula é uma película de cutina que tem por objetivo ocasionar a perda de água por transpiração.
– Pêlos: São projeções formadas por uma ou mais células com a função de regular a transpiração excessiva da planta.
– Acúleos: Os acúleos são saliências pontiagudas formadas por células epidérmicas que servem como uma estrutura de proteção ao vegetal.
– Papilas: É a epiderme que reveste as pétalas de certas flores, facilitando o processo de polinização.
– Estômatos: É a mais importante variação da epiderme, pois regula as trocas gasosas entre o vegetal e o meio externo. 

o Súber: é formado por células mortas, reduzidas à parede suberificada, surge assim que o vegetal começa a engrossar. As células do súber formam as diversas camadas da casca de uma árvore.

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